Na Escócia ele é tido como Patrono do Tempo, por isso sua estátua é colocada fora de casa e coberta com um guarda-chuva para indicar o tempo que se deseja. Na Austrália sua estátua é colocada para fora com um guarda-chuva aberto.
No nordeste do Brasil ele é tido como o santo que envia a chuva, se não chove no dia de São José, o povo acredita que aquele ano será de seca, mas se chover no dia 19 de março ou proximidades desde dia, o tempo será bom e haverá boa colheita. Neste dia o povo faz uma procissão com sua imagem e solta muitos fogos de artifício.
Na Califórnia (EUA) mantém-se viva a tradição de que no dia 19 de março os pássaros retornam para a primavera.
São José disputa também com Santo Antônio o título de santo casamenteiro. No Brasil desde o século XVIII é invocado pelas mulheres grávidas, as quais sempre recorrem a Nossa Senhora do Bom-parto, mas com a participação de São José. Ainda no Brasil, sobretudo no Nordeste, é invocado como protetor para um bom casamento, ou para livrar de um casamento indesejado. Sobretudo no Nordeste o povo faz procissões de penitência durante a seca onde cantam “Bendito louvado seja, Senhor São José, leva Deus Menino para Nazaré”.
88. E o que dizer da presença de São José na arte?
Juntamente com Nossa Senhora, São José é sem dúvida um dos personagens bíblicos mais presentes na arte. A arte espelha aquilo que foi pregado e ensinado aos fiéis ao longo dos séculos nos diversos lugares e séculos, ela testemunha a catequese.
Vemos São José sempre presente nas representações do nascimento de Jesus em Belém, vemo-lo ao lado de Maria, em sonho, com o Menino Jesus nos braços, apresentando o Menino no Templo, fugindo para o Egito, dentro da sua carpintaria com serrote nas mãos ensinando Jesus, com o martelo nas mãos, em adoração diante do Menino, com o livro nas mãos ensinando Jesus... Apreciamos na arte um São José velho, com cabelos e barba brancos, com um bastão ou vara florida nas mãos, com uma auréola na cabeça, com um lírio na mão direita, na cena do casamento com Maria... Mas vemos também um São José jovem, jovial, alegre, robusto, sereno, afável, dócil, como aquele apresentado pelo diretor de cinema Franco Zeffirelli em seu filme: “Jesus de Nazaré”, no exercício de sua profissão de carpinteiro, inserido dentro de uma família, atraente, hebreu profundamente religioso... Podemos dizer que a presença de São José na arte é bastante satisfatória a ponto de possibilitar variadas exposições denominadas “José na arte”, em diversos lugares.
Vemos São José sempre presente nas representações do nascimento de Jesus em Belém, vemo-lo ao lado de Maria, em sonho, com o Menino Jesus nos braços, apresentando o Menino no Templo, fugindo para o Egito, dentro da sua carpintaria com serrote nas mãos ensinando Jesus, com o martelo nas mãos, em adoração diante do Menino, com o livro nas mãos ensinando Jesus... Apreciamos na arte um São José velho, com cabelos e barba brancos, com um bastão ou vara florida nas mãos, com uma auréola na cabeça, com um lírio na mão direita, na cena do casamento com Maria... Mas vemos também um São José jovem, jovial, alegre, robusto, sereno, afável, dócil, como aquele apresentado pelo diretor de cinema Franco Zeffirelli em seu filme: “Jesus de Nazaré”, no exercício de sua profissão de carpinteiro, inserido dentro de uma família, atraente, hebreu profundamente religioso... Podemos dizer que a presença de São José na arte é bastante satisfatória a ponto de possibilitar variadas exposições denominadas “José na arte”, em diversos lugares.
89. Por que José é representado na arte com um bastão florido na mão?
A origem do bastão florido é bíblica, está ligada à eleição de Araão para o serviço do tabernáculo (Nn 17,6-16). O bastão é símbolo de autoridade, é um instrumento para exprimir o juízo de Deus. Com o florescimento do próprio bastão, Araão foi divinamente eleito para o serviço do Santuário.
A José foi reservada uma missão mais importante do que a de Araão, pois ele foi designado para servir o “tabernáculo verdadeiro, constituído pelo Senhor, e não por um homem” (Hb 8,2; 9,11.24). Se para escolher aquele que devia servir o antigo Tabernáculo foi necessária uma eleição divina, com muito mais razão houve a necessidade da escolha divina para aquele que devia servir a realidade mesma da Nova Aliança, ou seja, Jesus.
A José foi reservada uma missão mais importante do que a de Araão, pois ele foi designado para servir o “tabernáculo verdadeiro, constituído pelo Senhor, e não por um homem” (Hb 8,2; 9,11.24). Se para escolher aquele que devia servir o antigo Tabernáculo foi necessária uma eleição divina, com muito mais razão houve a necessidade da escolha divina para aquele que devia servir a realidade mesma da Nova Aliança, ou seja, Jesus.
90. Por que às vezes os artistas representam o bastão de São José com flores de amendoeira e outras vezes com um lírio?
Esta diferente representação é devida ao fato de uma prevalente interpretação moral sobre uma interpretação religiosa. A interpretação artística do bastão florido é símbolo de sua divina eleição como esposo de Maria e pai de Jesus e foi entendida como prova de sua castidade virginal e portanto representada pelo lírio.
O simbolismo da flor de amendoeira recebe a explicação com o fato de que na língua hebraica a amendoeira é chamada “saqed”, que significa “vigilante,” porque é a primeira planta que floresce na primavera e aqui se entende a ligação do simbolismo com o fato em Jeremias (1,11), entre o ramo de uma amendoeira visto pelo profeta e a vigilância que Deus exercita sobre a sua palavra. José é justamente aquele que deve estar sempre vigilante sobre Jesus e Maria, realizando assim a vigilância de Deus sobre suas promessas.
O simbolismo da flor de amendoeira recebe a explicação com o fato de que na língua hebraica a amendoeira é chamada “saqed”, que significa “vigilante,” porque é a primeira planta que floresce na primavera e aqui se entende a ligação do simbolismo com o fato em Jeremias (1,11), entre o ramo de uma amendoeira visto pelo profeta e a vigilância que Deus exercita sobre a sua palavra. José é justamente aquele que deve estar sempre vigilante sobre Jesus e Maria, realizando assim a vigilância de Deus sobre suas promessas.
91. Se São José é cultuado nas igrejas, o que dizer de sua presença na Basílica de São Pedro no Vaticano?
Se São José foi proclamado por Pio IX em 1870 Patrono da Igreja Universal com o Decreto “Quemadmodum Deus” e se o mesmo Papa em 1847 tinha estendido a Festa do Patrocínio para toda a Igreja Universal com o Decreto “Inclytus Patriarcha Joseph”, quis também o Papa João XXIII aos 19 de março de 1963 que no maior templo do cristianismo houvesse um altar com sua imagem para acender ainda mais a devoção a São José, Protetor da Santa Igreja e também do Concílio Vaticano II.
Além desta presença central na basílica vaticana, encontramos um mosáico de 1647 representando o “sonho de São José”, onde o Anjo revela a José a prodigiosa concepção de Maria por obra do Espírito Santo. Também na chamada “Capela do Crucifixo” foi colocado aos 19 de março de 1851 uma tela que representa São José com o Menino Jesus nos braços.
Encontramos também na parte esquerda do “Colonnato del Bernini”, quase no início da praça de São Pedro, uma belíssima estátua de São José representando um homem vigoroso, com os olhos voltados para os céus, com a mão direita sobre o peito e tendo na esquerda um bastão florido. Uma outra representação no átrio da basílica apresenta a “morte de São José”.
Tudo isto mostra a necessidade de dar a São José um lugar de destaque, correspondente à sua dignidade. Digno de consideração é o fato que no altar de São José, “Patrono da Igreja Universal”, é celebrada diariamente uma missa para a paz.
Além desta presença central na basílica vaticana, encontramos um mosáico de 1647 representando o “sonho de São José”, onde o Anjo revela a José a prodigiosa concepção de Maria por obra do Espírito Santo. Também na chamada “Capela do Crucifixo” foi colocado aos 19 de março de 1851 uma tela que representa São José com o Menino Jesus nos braços.
Encontramos também na parte esquerda do “Colonnato del Bernini”, quase no início da praça de São Pedro, uma belíssima estátua de São José representando um homem vigoroso, com os olhos voltados para os céus, com a mão direita sobre o peito e tendo na esquerda um bastão florido. Uma outra representação no átrio da basílica apresenta a “morte de São José”.
Tudo isto mostra a necessidade de dar a São José um lugar de destaque, correspondente à sua dignidade. Digno de consideração é o fato que no altar de São José, “Patrono da Igreja Universal”, é celebrada diariamente uma missa para a paz.
92. Dentre as várias representações que a arte fez sobre São José, existem algumas que chamam mais atenção?
Há algumas raras iconografias sobre São José, não tanto pela beleza da arte, mas pelo motivo representado, como aquela que enfoca José ensinando a Torá ou a Lei a Jesus, fato raro, porém em perfeita harmonia com a tarefa que a Sagrada Escritura e a tradição hebraica asseguram ao pai, ou seja, de ensinar ao filho as leis divinas. É fácil encontrar José representado entre as suas ferramentas na carpintaria, porém é raro vê-lo como um “instruído”, um conhecedor das Escrituras. Esta nova visão pela arte começou no Renascimento (1450-1600), onde ele é representado com um lírio na mão ou lendo. Desta forma, o bastão com o qual se identificava o nosso santo não foi a única forma que os artistas encontraram para representá-lo
93. Ao representar São José lendo um livro, os artistas abandonaram as características onde ele é representado com o bastão florido, o lírio ou no trabalho da carpintaria?
Não. Encontramos diversas obras onde São José é reconhecido pelo lírio na mão direita tendo um livro na mão esquerda, ou ainda representado sentado ao lado de sua mesa de carpinteiro cheia de ferramentas e concentrado, à luz de uma vela, na leitura de um livro. Um outro afresco de 1524 representa a Virgem com o Menino à esquerda de José com uma auréola, tendo um ramo florido na mão direita e de novo um livro fechado na mão esquerda. Por fim, encontra-se na National Gallery de Londres uma obra atribuída a João Batista Moroni, morto em 1578, onde José é representado como jovem com um turbante no lugar da auréola, segurando na mão direita um ramo florido e na esquerda um livro fechado. Tudo isso indica que embora os artistas quiseram exprimir outros particulares da vida de José, não esqueceram de realçar conjuntamente aqueles que lhes foram mais característicos.
94. Podemos afirmar que a arte sacra evolui em relação a São José na medida em que a Teologia e a devoção josefina também evoluiu?
Em certo sentido sim, pois nos séculos em que a teologia de São José estava ainda em germe, a figura do nosso santo é enfocada no conjunto das cenas evangélicas da infância de Jesus; depois, na medida em que as reflexões teológicas se concentram sobre ele, a arte lentamente começa a representá-lo intimamente ligado à Sagrada Família, onde vem reconhecida a sua missão de esposo e chefe e em atitudes paternas para com Jesus.
Um bom exemplo disto é o quadro de Gabriel Wüger de 1892 onde São José é representado com um rosto jovem, com uma farta barba e cabelo, olhar sereno e voltado para o Menino, o qual é sustentado sem dificuldades no seu braço esquerdo, enquanto Jesus tem a mão apoiada no peito de José e com a outra acaricia o seu rosto num gesto de delicadeza, confiança, respeito, amor e admiração. Portanto, evidencia fortemente a paternidade de José. Por outro lado, sua cabeça é ornada com uma auréola assinalando o prêmio que recebeu de Deus pelas suas virtudes e também para realçar sua realeza humana, descendente de Davi, de estirpe real, a qual José transmitiu a Jesus dando-lhe o título de “Filho de Davi”. José é ilustrado ainda neste quadro com o bastão na mão direita, símbolo de sua eleição divina e de sua autoridade, o bastão florido com um ramo de amendoeira, indicando a sua vigilância sobre a Sagrada Família. O lírio encontra-se aos pés de São José, perto das ferramentas de trabalho, para indicar que a virtude de sua castidade e a fadiga diária foram os instrumentos com os quais ele exerceu sua paternidade.
Um bom exemplo disto é o quadro de Gabriel Wüger de 1892 onde São José é representado com um rosto jovem, com uma farta barba e cabelo, olhar sereno e voltado para o Menino, o qual é sustentado sem dificuldades no seu braço esquerdo, enquanto Jesus tem a mão apoiada no peito de José e com a outra acaricia o seu rosto num gesto de delicadeza, confiança, respeito, amor e admiração. Portanto, evidencia fortemente a paternidade de José. Por outro lado, sua cabeça é ornada com uma auréola assinalando o prêmio que recebeu de Deus pelas suas virtudes e também para realçar sua realeza humana, descendente de Davi, de estirpe real, a qual José transmitiu a Jesus dando-lhe o título de “Filho de Davi”. José é ilustrado ainda neste quadro com o bastão na mão direita, símbolo de sua eleição divina e de sua autoridade, o bastão florido com um ramo de amendoeira, indicando a sua vigilância sobre a Sagrada Família. O lírio encontra-se aos pés de São José, perto das ferramentas de trabalho, para indicar que a virtude de sua castidade e a fadiga diária foram os instrumentos com os quais ele exerceu sua paternidade.
95. A arte moderna continua acompanhando a evolução da teologia josefina?
Podemos dizer que sim e um exemplo significativo disso encontra-se no grandioso afresco que ocupa a parte central da capela da Casa Geral dos Oblatos de São José em Roma, executado pelo pintor romano Pagliardini no ano de 1960, no clima de preparação do Concilio Vaticano II, cujo tema é expresso no afresco com a frase: “Quasi arcus refulget Joseph” (José resplandece como um arco-íris), uma expressão acomodada do livro do Eclesiástico (50,8), num elogio ao sumo sacerdote Simeão II. O arco-íris é um símbolo conhecido na Bíblia como sinal de aliança de Deus com o povo depois do dilúvio.
A presença de São José na história da salvação dá-se no momento em que Deus faz pessoalmente a sua aliança com os homens através do dom de seu Filho, por isso José ocupa o centro da cena sustentando o Filho de Deus com seu braço vigoroso, tendo na mão esquerda o lírio, símbolo de sua castidade. O Menino se agarra confiante em José que manifesta uma expressão de tranqüila segurança. Dois Anjos seguram uma faixa com a frase: “Te Joseph celebrent agmina coelitum” (Celebre José a corte celeste), um convite às potestades celestes para festejarem José, o arco-íris da paz.
À esquerda uma outra frase: “Protector Sanctae Ecclesiae” ( Protetor da Santa Igreja), e o espaço é ocupado por João XXIII apresentando a São José a Igreja representada pela Basílica de São Pedro, ele que o declararia, depois, aos 19 de março de 1961, o Protetor do Concílio Vaticano II. O quadro apresenta ainda outras representações referentes ao patrocínio de São José sobre a Congregação dos Oblatos de São José. Esta obra de notável valor artístico indica a consonância da arte com a atual teologia josefina.
A presença de São José na história da salvação dá-se no momento em que Deus faz pessoalmente a sua aliança com os homens através do dom de seu Filho, por isso José ocupa o centro da cena sustentando o Filho de Deus com seu braço vigoroso, tendo na mão esquerda o lírio, símbolo de sua castidade. O Menino se agarra confiante em José que manifesta uma expressão de tranqüila segurança. Dois Anjos seguram uma faixa com a frase: “Te Joseph celebrent agmina coelitum” (Celebre José a corte celeste), um convite às potestades celestes para festejarem José, o arco-íris da paz.
À esquerda uma outra frase: “Protector Sanctae Ecclesiae” ( Protetor da Santa Igreja), e o espaço é ocupado por João XXIII apresentando a São José a Igreja representada pela Basílica de São Pedro, ele que o declararia, depois, aos 19 de março de 1961, o Protetor do Concílio Vaticano II. O quadro apresenta ainda outras representações referentes ao patrocínio de São José sobre a Congregação dos Oblatos de São José. Esta obra de notável valor artístico indica a consonância da arte com a atual teologia josefina.
96. Se na atualidade a arte sacra tem contribuído para uma imagem de um São José mais bíblico, o mesmo tem feito a arte profana?
Evidentemente que a arte profana tem pouco se interessado deste campo, contudo um dos grandes meios de penetração e de formação de opinião na sociedade, o cinema, não deixou de registrar através do filme “Jesus de Nazaré” de Franco Zeffirelli, a importância de São José na história da encarnação de Jesus, inserindo-o na árvore genealógica de Davi, dando-lhe assim o fundamento jurídico ao seu título de Messias. Zeffirelli apresenta um José atraente e jovem com a missão de pai de Jesus e protetor de Maria, inserido dentro de uma família normal e exercendo a sua profissão de carpinteiro. Um indivíduo humanamente completo, enriquecido de uma grande religiosidade que o tornava dócil aos planos de Deus.
Entretanto, se bem que o perfil humano de José apresentado no filme seja bem conduzido, todavia deixa a desejar no aspecto teológico, pois apresenta José desconhecedor do mistério da gravidez de Maria e portanto suspeitoso de sua honestidade, buscando inclusive uma solução para o impasse com o conselho de um Rabino. Omite também o anúncio do Anjo a José durante o sono, não evidenciando que ele era divinamente guiado. Contudo, muitos valores da pessoa e da missão de José não passaram desapercebidos.
Entretanto, se bem que o perfil humano de José apresentado no filme seja bem conduzido, todavia deixa a desejar no aspecto teológico, pois apresenta José desconhecedor do mistério da gravidez de Maria e portanto suspeitoso de sua honestidade, buscando inclusive uma solução para o impasse com o conselho de um Rabino. Omite também o anúncio do Anjo a José durante o sono, não evidenciando que ele era divinamente guiado. Contudo, muitos valores da pessoa e da missão de José não passaram desapercebidos.
97. Olhando a história, percebemos que houve um crescimento na reflexão sobre a pessoa de São José. A que ponto se encontra hoje os estudos josefinos?
Na verdade o que se tem hoje organizado em nível internacional de estudos sobre São José é fruto de uma caminhada iniciada desde 1945 quando em Barcelona, junto ao Santuário de “San José de La Montaña”, foi organizado o primeiro Congresso Josefino com o intuito de estudar São José. Depois, em 1947, por iniciativa dos Carmelitanos Descalços de Valladolid (Espanha), iniciou-se a publicação da primeira revista de pesquisas sobre São José, denominada de “Estudios Josefinos”. Os mesmos Carmelitanos Descalços em 1951 criaram a “Sociedad Ibero-Americana de Josefologia”, compreendendo as nações americanas de língua espanhola e portuguesa. Esta iniciativa, liderada por Pe. José Antonio Carrasco, foi tão válida que outras semelhantes surgiram em outros países. Por isso em 1952 foi fundado, junto ao Oratório de São José em Montreal no Canadá, o “Centro de Pesquisa e Documentação sobre São José”, que passou a publicar no ano seguinte os “Cahiers de Josephologie”. Tudo evoluiu, e em 1962 o Pe. Roland Gauthier, grande estudioso de São José, fundou a “Sociéte Nord-Américaine de Joséphologie” do Canadá.
Outra iniciativa importante na promoção da teologia e do culto a São José surgiu em 1981 em Roma denominada “Movimento Giuseppino” através da Congregação dos Oblatos de São José, fundada pelo Bem-aventurado José Marello. Da mesma forma, sob a responsabilidade de Pe. Tarcisio Stramare, um dos maiores conhecedores da Teologia Josefina, surgiu também na Itália, após a publicação da exortação apostólica “Redemptoris Custos”, o centro de formação Josefina para sacerdotes, religiosos e leigos denominado “Meeting Point Redemptoris Custos”. Surgiu também o centro de estudos josefinos de Kalisz denominado “Studium Jozefologii Kaliszu” na Polônia.
Na América Latina, os missionários Josefinos do México fundaram o “Centro de Estudios Josefinos” na cidade do México, passando, a partir de 1983, a ser denominado “Centro de Documentación e de Estudios sobre San José de México”. Também em El Salvador em 1985 surgiu a “Sociedade Centro Americana de Investigación e Divulgación de San José”.
Todos estes centros de estudos publicam continuamente estudos sobre São José.
Outra iniciativa importante na promoção da teologia e do culto a São José surgiu em 1981 em Roma denominada “Movimento Giuseppino” através da Congregação dos Oblatos de São José, fundada pelo Bem-aventurado José Marello. Da mesma forma, sob a responsabilidade de Pe. Tarcisio Stramare, um dos maiores conhecedores da Teologia Josefina, surgiu também na Itália, após a publicação da exortação apostólica “Redemptoris Custos”, o centro de formação Josefina para sacerdotes, religiosos e leigos denominado “Meeting Point Redemptoris Custos”. Surgiu também o centro de estudos josefinos de Kalisz denominado “Studium Jozefologii Kaliszu” na Polônia.
Na América Latina, os missionários Josefinos do México fundaram o “Centro de Estudios Josefinos” na cidade do México, passando, a partir de 1983, a ser denominado “Centro de Documentación e de Estudios sobre San José de México”. Também em El Salvador em 1985 surgiu a “Sociedade Centro Americana de Investigación e Divulgación de San José”.
Todos estes centros de estudos publicam continuamente estudos sobre São José.
98. Existe alguma iniciativa em âmbito mundial de estudos sobre São José?
Hoje existe uma teologia de São José chamada com o termo técnico de “Josefologia”. Os estudos da teologia de São José são publicados pelos vários centros de estudos josefológicos em diversas maneiras. Recentes pesquisas apontaram que hoje existem mais de 8000 volumes publicados e catalogados sobre São José e somados a estes juntam-se vários grossos volumes publicados pelas semanas de estudos josefinos promovidas anualmente e os volumosos tomos de estudos publicados a cada três anos como resultado dos Simpósios Internacionais sobre São José
Na verdade, estudiosos desta matéria teológica de todas as partes do mundo reúnem-se a cada três anos num determinado país para estudos, conferências, debates e exames do progresso desta matéria, constituindo-se assim, através da organização das sociedades e centros de estudos Josefinos da Europa e da América Latina, os “Simpósios Internacionais sobre São José”. Desde 1970 até hoje já foram realizados sete Simpósios. O primeiro foi realizado em Roma em 1970 e abordou estudos sobre “São José nos primeiros 15 séculos da Igreja”, buscando assim a origem e os princípios fundamentais da teologia josefina. O segundo Simpósio Internacional foi realizando em Toledo (Espanha) em 1976 e estudou-se “São José no Renascimento” (1450-1600). O terceiro ocorreu em Montreal (Canadá) em 1980 desenvolvendo 50 conferências sobre “São José no século XVII”. O quarto Simpósio foi organizado em Kalisz (Polônia) em 1985 e o tema foi: “São José no Seiscentos”. O quinto foi celebrado na cidade do México em 1989 e foi desenvolvido o tema: “São José no século XVIII”. O sexto simpósio ocorreu novamente em Roma em 1993 junto ao Santuário Romano de São José al Trionfale e abordou estudos sobre “São José no século XIX”. O sétimo simpósio internacional sobre São José realizou-se em 1997 em Malta e foi enfocado o estudo sobre: “São José no século XX”.
Todos estes simpósios foram realizados com estudiosos de São José, abordando o caminho percorrido ao longo dos séculos quanto aos estudos josefinos, constituindo-se assim uma preciosa coletânea de material indispensável para uma teologia josefina que se pretende colocar como científica para sociedade de hoje, exigente e pouco disposta a aceitar aquilo que não é devidamente documentado e sério. Tudo isso demonstra que nosso querido santo mais do que nunca encontra-se num lugar importante no coração da Igreja e dos homens.
Na verdade, estudiosos desta matéria teológica de todas as partes do mundo reúnem-se a cada três anos num determinado país para estudos, conferências, debates e exames do progresso desta matéria, constituindo-se assim, através da organização das sociedades e centros de estudos Josefinos da Europa e da América Latina, os “Simpósios Internacionais sobre São José”. Desde 1970 até hoje já foram realizados sete Simpósios. O primeiro foi realizado em Roma em 1970 e abordou estudos sobre “São José nos primeiros 15 séculos da Igreja”, buscando assim a origem e os princípios fundamentais da teologia josefina. O segundo Simpósio Internacional foi realizando em Toledo (Espanha) em 1976 e estudou-se “São José no Renascimento” (1450-1600). O terceiro ocorreu em Montreal (Canadá) em 1980 desenvolvendo 50 conferências sobre “São José no século XVII”. O quarto Simpósio foi organizado em Kalisz (Polônia) em 1985 e o tema foi: “São José no Seiscentos”. O quinto foi celebrado na cidade do México em 1989 e foi desenvolvido o tema: “São José no século XVIII”. O sexto simpósio ocorreu novamente em Roma em 1993 junto ao Santuário Romano de São José al Trionfale e abordou estudos sobre “São José no século XIX”. O sétimo simpósio internacional sobre São José realizou-se em 1997 em Malta e foi enfocado o estudo sobre: “São José no século XX”.
Todos estes simpósios foram realizados com estudiosos de São José, abordando o caminho percorrido ao longo dos séculos quanto aos estudos josefinos, constituindo-se assim uma preciosa coletânea de material indispensável para uma teologia josefina que se pretende colocar como científica para sociedade de hoje, exigente e pouco disposta a aceitar aquilo que não é devidamente documentado e sério. Tudo isso demonstra que nosso querido santo mais do que nunca encontra-se num lugar importante no coração da Igreja e dos homens.
99. A presença de São José no Brasil foi significativa desde o seu descobrimento?
No Brasil desde a sua colonização tanto os indígenas como os africanos adotaram exteriormente os elementos do culto católico impostos pelos colonizadores, especialmente as imagens dos santos, para poderem manter sob esta fachada ortodoxa a fé dos ancestrais; desta forma escondiam o próprio ritual secreto e defendiam o seu patrimônio cultural e religioso. Por isso, houve também uma dificuldade de se implantar desde o princípio uma devoção a São José. Conjuntamente com isso, a devoção popular católica teve a sua alta expressão em Nossa Senhora, como de resto em toda a América, marcada pela presença dos colonizadores portugueses que manifestaram uma veneração a Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora dos Prazeres, Nossa Senhora do Rosário... enquanto que o povo simples se identificou mais com Santo Antônio, São Jorge, São Cosme e Damião, São Sebastião... Entretanto isto não significa que desde o princípio São José não foi venerado, basta lembrar o grande número de localidades, de províncias, cidades e depois, a partir do século XVIII, as igrejas, ermidas, capelas que tiveram São José como seu patrono. Salienta-se ainda que o nome José foi desde o início da colonização brasileira um dos mais populares entre as pessoas.
Hoje encontramos dioceses, catedrais e cidades importantes brasileiras com o nome de São José; contudo não podemos constatar ainda de uma maneira organizada e conhecida racionalmente, um centro de irradiação e de estudos sobre São José, talvez porque este despertar para o conhecimento e a valorização do nosso santo é ainda uma iniciativa que está dando os seus primeiros passos.
Hoje encontramos dioceses, catedrais e cidades importantes brasileiras com o nome de São José; contudo não podemos constatar ainda de uma maneira organizada e conhecida racionalmente, um centro de irradiação e de estudos sobre São José, talvez porque este despertar para o conhecimento e a valorização do nosso santo é ainda uma iniciativa que está dando os seus primeiros passos.
100. O Brasil sendo um país de predominância católica e constituído por um povo de sensibilidade religiosa não poderia promover uma iniciativa para a divulgação de São José?
Sim, e isto poderia dar-se sobretudo através das Congregações Religiosas Josefinas, tanto masculinas como femininas, as quais com maior ou menor intensidade têm São José como protetor e modelo.
Neste sentido a Congregação dos Oblatos de São José, fundada por São José Marello em 1878 em Asti (Itália), organizou e mantém “Centro de Espiritualidade Josefina” na cidade de Apucarana/PR com a finalidade de ser um centro de irradiação da espiritualidade, da devoção, da iconografia e dos estudos de josefologia.
Neste sentido a Congregação dos Oblatos de São José, fundada por São José Marello em 1878 em Asti (Itália), organizou e mantém “Centro de Espiritualidade Josefina” na cidade de Apucarana/PR com a finalidade de ser um centro de irradiação da espiritualidade, da devoção, da iconografia e dos estudos de josefologia.
Considerações Finais
Esta publicação das 100 Questões de Josefologia em língua portuguesa foi preparada e editada pelo Ceentro de Espiritualidade Josefino-Marrellina, organismo pertencente à Província Nossa Senhora do Rocio da Congregação dos Oblatos de São José.
Enderereço para contatos
Congregação dos Oblatos de São José
Provìncia Nossa Senhora do Rocio
Dados para contatos com o Autor do livro: pebertolin@net21.com.br
“Feliz o homem que teme o Senhor,
e põe o seu prazer em observar os seus mandamentos”. (Sl 111,1)
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